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TODO DIA é especial

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, e da Síndrome de Down, unimos os dois assuntos e conversamos com uma família de membros da Oitava Igreja. Conheça um pouco sobre essa história abaixo:

“Mostrar ao mundo que ser diferente é também ser normal”. Simples e direta, a frase de Priscila da Silva Gabriel, 25, membro da Oitava desde 2011, resume a importância do Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado no dia 21/3. A data não é uma mera coincidência, ela faz referência à causa da síndrome: a trissomia no cromossomo 21.

A resposta de Priscila, que tem a síndrome, é seguida por uma dica, quase que como um pedido, para que o dia seja melhor aproveitado e o tema seja abordado de maneira ampla e, principalmente, correta, sem estereótipos e preconceitos: “Falar mais sobre a Síndrome de Down nos meios de comunicação e escolas”.

O que parece básico, na verdade, é uma necessidade urgente. Mesmo em um tempo de fácil acesso à informação, não é difícil deparar-nos com casos de desinformação e desrespeito na mídia e na sociedade, como o uso de termos pejorativos e de olhares penosos ou, ainda pior, de desprezo, na contramão do que nos ensina a Palavra: “Tratai todos com honra, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei” (1 Pe 2.17).

Priscila vai à escola diariamente. E é isso que ela elege como o que mais gosta de fazer, junto com desenhar, assistir TV, ir à igreja e dormir. Tudo o que um jovem aprecia. E o que mais a faz feliz é estar com seus amigos da escola. Em sua rotina há algumas necessidades específicas e dificuldades, como ela conta: “Tenho algumas limitações, como por exemplo, ir a lugares sozinha, pronunciar algumas palavras, ler e escrever”, não tão distante das dificuldades de pessoas sem a deficiência.

Mesmo assim, Giselle da Silva Gabriel, 51, mãe da jovem, conta que ela e a filha já passaram pela dispensável situação do preconceito. O caso aconteceu no transporte público, dentro de um ônibus. E quando isso acontece é que torna-se imprescindível mostrar ao mundo uma verdade, como ressalta Giselle: “Que eles são normais e podem ser independentes como qualquer outra pessoa”.

O vínculo entre mãe e filha é visivelmente forte e importante, mais do que maternal, mas também de amizade, como ela considera. Giselle acompanha Priscila nas atividades diárias: escola, natação… E, como mulher, passa para a filha os princípios mais valiosos: “Respeito pelas pessoas, independência e os princípios bíblicos”, afirma.

O núcleo familiar como um todo é unido. A relação é próxima e aproveitada em momentos especiais de refeições e lanches, quando todos se reúnem para curtir os momentos juntos. Durante o dia, enquanto o marido trabalha e as filhas estudam, ela dedica seu tempo ao cuidado do lar e à fabricação de doces para vender. Sentindo-se bem como uma mulher cristã, Giselle se considera abençoada e valorizada.

Quando muitos questionam o papel da mulher na sociedade e negam a imagem bíblica feminina, Giselle reforça a crença cristã e reafirma o que é ser mulher: “É ser feminina, ajudadora do marido, mãe, filha, amiga, uma dádiva de Deus”.

O casamento, padrão bíblico de relacionamento, também é uma verdade inquestionável na família: a jovem Priscila também alimenta o sonho de subir ao altar, este é o seu maior sonho pessoal. O desejo que ela tem para o mundo é um só: Jesus, a fonte de Água Viva.

Duas datas importantes em um só mês. Oportunidades de honrar e de demonstrar respeito às pessoas com deficiência e às mulheres, demonstrar a obediência a Deus, cumprindo os princípios bíblicos de amor e fraternidade: “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 15.12).