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Estudos e artigos

OBEDIÊNCIA ÀS AUTORIDADES

RM 13.1-7

A Bíblia é a nossa única regra de fé e prática e nos ensina claramente que devemos nos submeter às autoridades civis. O governo humano é ordenado por Deus. Quando o apóstolo Paulo escreve Romanos 13, o imperador era Nero, o mesmo que colocaria fogo em Roma e culparia os cristãos. O imperador anterior, Cláudio, havia expulsado os judeus e judeus-cristãos de Roma por causa das brigas acerca de Jesus. O próprio Paulo havia sido preso várias vezes por autoridades romanas e judaicas por ser cristão. Em suma, é difícil haver uma situação mais terrível do que aquela em que viviam os cristãos romanos. Ainda assim, o ensino de Paulo para aquela igreja e para nós hoje diz respeito à submissão e oração. Como entender essa obediência hoje?

Devemos crer que toda autoridade procede de Deus (Rm 13.1). Por trás de todo acontecimento da história humana há um Deus que é soberano e que usa até os tiranos para os seus propósitos gloriosos. Deus controla tudo, nada foge ao seu propósito. Acima de Nero estava o Todo Poderoso. Tanto Jesus, bem como Pedro e Paulo, não estavam alheios ao comportamento desonroso das autoridades, mesmo assim, eles nos exortam a obedecê-las. A nós cabe obedecer a Palavra de Deus e esperar por Sua justiça.

Devemos entender qual o propósito das autoridades constituídas (Rm 13.3-6). A obediência, a reverência e a atitude adequada em relação às autoridades são deveres de todo cristão. É próprio e adequado de todo cristão apoiar o governo humano com impostos e orações. O governo humano não é definitivo. Temos que encorajar os cristãos, se o sistema é democrático, a participarem ativamente do processo de governo e implementar os ensinos das Escrituras, sempre que possível. No relacionamento com as autoridades, o cristão deve caracterizar-se por ser um cidadão consciente.

Devemos obedecer a Palavra de Deus. Todos nós devemos em consciência nos submeter às autoridades, pagando nossos impostos, respeitando cada representante e, acima de tudo, orando pelo bem-estar do seu povo (Jr 29.7; 1 Tm 2.1). Há momentos em que a nossa obediência a Deus exige de nós a desobediência às autoridades. Autoridades que se afastam de princípios éticos e morais, contidos na Palavra de Deus, não merecem nossa submissão. Mais do que isto, devem ser confrontadas e não confortadas, devem ser repudiadas e não inocentadas.

Devemos pedir a Deus que capacite os governantes a usarem a autoridade de modo tal que proporcione a Glória de Deus, e não do homem.

Thiago Assumpção ∙ Licenciado